sábado, 3 de julho de 2010

É melhor morrer como um herói que viver como um monstro


Confesso que ao escolher a Ilha do Medo para assistir meu maio incentivo era assistir ao meu amado Marck Ruffalo, ao lado de Leo di Caprio, mas tive uma grata surpresa. No início o filme pecou pelos excessos em relação a trilha sonora, querendo criar um clima de suspense já nas primeiras cenas.

Mas a forma como a narrativa vai sendo construída é realmente surpreendente e o expectador vai se envolvendo na história a ponto de achar que também está usado como cobaia numa experiência nazista.

Foge também dos padrões de filmes com 1h35 a 1h45, você não sabe a que horas aquilo vai acabar. É realmente assustador e ao mesmo tempo envolvente. Esse foi o primeiro filme de Martin Scorsese que assisti, mas procurarei o mais rápido possível por outros nomes, pois realmente acho que já posso colocá-lo ao lado do meu ídolo Quentin Tarantino.

Ah, e se quiserem entender o título aí em cima, vão ter que esperar pela última cena do filme.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Bom voltar a sonhar


Faz tempo que não apareço por aqui, mas tudo é justificado pelo excesso de trabalho que as novas responsabilidades me trazem. Nada para reclamar, só para justificar.

As leituras estão um pouco esparsas. Mas o último foi o clássico de Lewis Carrol, Alice no país das maravilhas. Muitíssimo melhor que o filme de Tim Burton em 3D que eu esperei mais de um ano ansiosamente. O livro sim tem muito daquele filme que adorava ver reprisar na sessão da tarde. Mais até do que os Goonies.

Bom, em termos de filme, que é o assunto desse texto, somente nesta última semana estou conseguindo retomar a freqüência que gostaria. E dei sorte. Apesar de estar passando longe das comédias românticas os dois últimos filmes que vi foram comédias. E que valeram muito a pena.

O primeiro deles foi o maravilhoso Queime depois de ler, dos irmãos Coen. O filme simplesmente é uma sátira extremamente bem humorada sobre a falta de parâmetros da sociedade norte americana com o fim da Guerra Fria, com pitadas de humor típico que traduz os conceitos da classe média de Tio Sam, como a ditadura da beleza.

As atuações de Brad Pitt e George Clooney como Chad Feldheimer e Harry Pfarrer, respectivamente, estão simplesmente sensacionais. Os diálogos, o elenco e a história. Tudo é elogiável neste filme. Tem roteiro, ritmo e um time de artistas que merecem aplausos de pé.

Em seguida assisti Mama Mia!. Há tempos queria ver este filme, mas as várias “lojas de genéricos” que eu freqüentava estavam me devendo essa. Felizmente foi com ele que inaugurei meu novo DVD. Como uma boa apaixonada pela dança (e por conseguinte por música) ver um musical como esse foi simplesmente estonteante.

Meryl Streep, que já havia arrancado suspiros de minha parte em Its Complcated, dessa vez apareceu ainda mais à vontade, linda e Diva como Donna Sheridan. A parte ruim é apenas o final altamente previsível e a formação dos “parzinhos” tradicionais.

A trilha sonora é um caso à parte. Espero postar aqui letra e tradução da maior parte das músicas que neste momento dizem muito da minha alma. Aos poucos e fiéis seguidores deste espaço aconselho: assistam os dois, riam e lavem a alma. Porque nada vida é melhor que ter amigos e ser feliz ao lado deles!

Ah, a trilha do filme é quase toda do grupo ABBA.

Dancing Queen
You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen

Friday night and the lights are low
Looking out for the place to go
Where they play the right music
Getting in the swing
You come to look for a King

Anybody could be that guy
Night is young and the music's high
With a bit of rock music
Everything is fine
You're in the mood for a dance
And when you get the chance...

You are the Dancing Queen
Young and sweet, only seventeen
Dancing Queen
Feel the beat from the tambourine Oh Yeah!

You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen

You're a teaser, you turn them on
Leave them burning and then you're gone
Looking out for another, anyone will do
You're in the mood for a dance
And when you get the chance...

You are the Dancing Queen
Young and sweet, only seventeen
Dancing Queen
Feel the beat from the tambourine Oh Yeah!

You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen

Rainha da Dança
Você pode dançar,
Você pode se esbaldar
Se divertindo como nunca
Veja essa garota,
Assista essa cena
Virando a Rainha da Dança

Noite de sexta-feira e as luzes estão fracas
Procurando um lugar para ir
Onde toquem a música perfeita
Entrando no balanço
Você vem procurar um Rei

Qualquer um poderia ser aquele cara
A noite é uma criança e a música está alta
Com um toque de rock
Tudo está bem
Você está a fim de dançar
E quando você consegue a chance...

Você é a Rainha da Dança
Jovem e doce, apenas dezessete anos
Rainha da Dança
Sinta a batida do tamborim, oh sim!

Você pode dançar,
Você pode se esbaldar
Se divertindo como nunca
Veja essa garota,
Assista essa cena
Virando a Rainha da Dança

Você é uma provocadora, você os excita
Deixa-os em chamas e então vai embora
Procurando por outro , qualquer um serve
Você está a fim de dançar
E quando você tem a chance...

Você é a Rainha da Dança
Jovem e meiga, com apenas dezessete anos
Rainha da Dança
Sinta a batida do tamborim

Você pode dançar,
Você pode se esbaldar
Se divertindo como nunca
Veja essa garota,
Assista essa cena
Virando a Rainha da Dança Virando a Rainha da Dança

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Um ano sem o diploma de jornalista

Recebi o texto por e-mail e publico aqui. A opinião contida nessa texto externa minha sensação quanto ao fim da obrigatoriedade do diploma de jornalista, profissão que abracei e que tanto estimo. Nunca consegui escrever algo parecido, por isso, peço licença ao autor para fazer minhas suas palavras.


Um ano sem o diploma de jornalista

(e a mídia só faz piorar)

Pedro Pomar
Candidato a Presidente da Fenaj pela Chapa 2 - Fenaj

Faz um ano que o Supremo Tribunal Federal cassou a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. A decisão representou um dos pontos mais baixos da história da instituição que deveria ser, em tese, a mais preparada para ministrar a justiça em nosso país. O patronato, pela voz de seus representantes mais célebres — Organizações Globo, Editora Abril, Folha de S. Paulo, Estadão, Sociedade Interamericana de Prensa (SIP) — aplaudiu.
É verdade que não foi nem a primeira, nem a última vez que o STF atende aos anseios das oligarquias em detrimento da sociedade. Certamente não esqueceremos o recente perdão que concedeu aos crimes da Ditadura Militar e aos agentes públicos que os cometeram. Uma deliberação política, absolutamente odiosa, verdadeiro atentado contra a Humanidade.
No julgamento de 17/6/2009, os ministros do STF demonstraram profunda ignorância, aliada a uma certa dose de má fé, quando encamparam as alegações do patronato contra a exigência legal do curso superior de jornalismo como condição para o exercício da profissão de jornalista.

Os patrões, é bom destacar, não se limitaram a discursar contra o diploma como sempre fizeram. O Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (Sertesp) juntou-se ao procurador André Ramos, do Ministério Público Federal em São Paulo, autor da ação civil pública contra a União, e ambos impetraram recurso no STF contra decisão do Tribunal Regional Federal da 3a região favorável ao diploma.

O principal “argumento” dos ministros, com base no arrazoado do procurador, é de que o diploma fere as liberdades de expressão e de manifestação do pensamento e a liberdade do exercício profissional (previstas no artigo 5º da Constituição Federal).

É intrigante: no país que abriga um dos mais poderosos, modernos e concentrados sistemas de mídia do mundo, em que cerca de 90% da produção de bens culturais e simbólicos — inclusive os produtos jornalísticos — estão sob controle de uma dezena de grandes grupos empresariais (e um único deles, as Organizações Globo, responde sozinho por 70% do setor), o STF resolveu que é o diploma de jornalista que fere a liberdade de expressão...

Ora, quando falamos em “liberdade de expressão” vamos muito além do jornalismo. A produção e o consumo de informações jornalísticas são apenas parte da esfera da comunicação social. A expressão humana, ou seja, todo tipo de manifestações que caracterizam a comunicação social, é algo muito mais amplo do que a produção de informações de natureza jornalística. Há uma enorme variedade de manifestações de toda ordem (dialógicas, pedagógicas, artísticas, científicas), autônomas ou veiculadas pelos meios de comunicação, que não têm qualquer relação direta com o jornalismo.

Apartheid social

Por outro lado, o jornalismo também comporta uma enorme quantidade de manifestações de não jornalistas. Mesmo assim, este espaço deveria, sim, ser mais democrático, mais plural, mais aberto ao contraditório. Acontece que não é o diploma de jornalismo que faz da mídia comercial, hegemônica, um carrasco da liberdade de expressão, e sim o caráter oligárquico desses jornais, revistas e emissoras (de rádio e TV) sempre preocupados em perpetuar o apartheid social existente no Brasil.

São os proprietários da mídia comercial, e não os jornalistas enquanto categoria profissional, os principais responsáveis pela censura e pelo cerceamento da liberdade de expressão no Brasil. Será que a mídia melhorou após a cassação do diploma de jornalista? A liberdade de expressão afirmou-se no jornalismo brasileiro, livre que está do diabólico diploma? Não, definitivamente não!

Vejamos alguns fatos pós-17/6/2009:

1- A reforma editorial da Folha de S. Paulo incluiu o expurgo de alguns dos melhores colunistas do jornal, entre eles Paulo Nogueira Batista Jr., economista que é um tradicional crítico do neoliberalismo. Paulo Nogueira ficou sabendo do fim de sua coluna na véspera. “Liberdade de expressão” ou macartismo?

2- O editor da versão brasileira da National Geographic criticou, em seu blog pessoal, matéria da revista Veja que distorceu considerações de um antropólogo sobre comunidades indígenas. Ambas as publicações pertencem à Editora Abril. O jornalista da National Geographic foi imediatamente demitido. “Liberdade de expressão” ou truculência?

3- O reajuste de 7,7% nos benefícios do regime geral da Previdência Social, para os aposentados que recebem mais de um salário mínimo, decidido pelo Congresso e sancionado por Lula, foi tratado por alguns veículos na base do deboche e da chacota, como mero expediente eleitoral, desconsiderando-se, assim, a luta travada durante anos a fio pelos aposentados e por alguns parlamentares contra o “fator previdenciário” e o arrocho que levou, historicamente, a enormes perdas nos valores recebidos. “Liberdade de expressão” ou dirigismo editorial?

O diploma, ou seja, o curso superior específico de jornalismo, não garante sozinho a qualidade do jornalismo praticado, mas é um dos fatores que contribuem para tanto. Inversamente, sua supressão tenderá a piorar as coisas. Incidentes como os descritos acima vão multiplicar-se num ambiente em que caberá aos patrões não só escolher quem trabalhará em suas empresas midiáticas, mas também “formar” a seu bel prazer os escolhidos, conforme os padrões mercantis, avessos à ética jornalística e ao compromisso com a sociedade.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A Fortaleza dos Vencidos me venceu


Terminei de ler o livro de Nei Landro de Castro, a Fortaleza dos Vencidos. Bom. Bom livro. Mas tenho críticas a fazer.

A leitura dos livros de Nei (só li, além desse, As Pelejas de Ojuara) são gostosas, boa narrativa. Detalhes necessários sem muitos nhenhenhéns... A proximidade com os dois cenários do livro (Natal e Rio de Janeiro) me fez visualizar cada cena. A história permeada por detalhes históricos, principalmente da época da ditadura militar, também me agradou.

Mas vamos a crítica maior. Os personagens femininos do livro são de uma lamentável caricatura. Personagens amargos, que tirando os problemas sexuais narrados com minúcia, vivem apenas esperando o dia da morte. Uma delas para ir pro céu, a outra pro inferno.

A mãe de Esmeraldino (um dos personagens principais do livro) D. Guida, é o protótipo das carolas de Natal. Vivem para fazer de seus filhos padres, acham que a bebida é a porta de entrada do inferno e não conseguem ser nenhum pouco carinhosas. Não me admira que Esmeraldino tenha tido o fim que teve.

Já Marionália, ou Madame Cibele, vive enterrada dentro de seu próprio tipo físico. Tipo esse que condiz com o meu e que se me deixasse infeliz como a pobre personagem seria a coisa mais fácil de mudar. Acho que a alma feminina poderia ser melhor retratada, principalmente por Nei, que é um autor que costuma usar pseudônimos femininos (conheço poucos textos, mas conheço muitas histórias). Acho que os personagens são carregados de rancor, e que poderiam ser menos "ruins", mas enfim.

Meu maior problema é de não saber quem diabos fez a tal cicatriz e o que havia nela. Como a pessoa engole o livro atrás da resposta e simplesmente não encontra? Preciso entrar em contato com Nei e descobrir, pelo menos, o que tinha escrito. Pelo menos...

domingo, 11 de abril de 2010

Viagem no tempo


Nenhum assunto de filmes me interessa tanto quanto a viagem no tempo. Desde os tempos de De volta para o futuro eu me encanto com o tema que cada vez mais acredito ser imopssível, ou já teríamos conhecido alguém do futuro por aqui. Enfim, filmes, séries, livros, tudo que trate sobre este tema me desperta a atenção. Lost, por exemplo, começou a me envolver mais no período em que tratou deste tema com mais intensidade.

Pois bem, toda essa enrolação para dizer que nessa tarde chatérrima de domingo assiti a De jàvu. Filme de Tony Scott e com o grande Denzel Washington como protagonista, o filme mostra uma teia extremamente envolvente sobre um assassinato e um atentado terrorista que se misturam e ficam nas mãos de Doug Carlin. Ao descobrir a ligação entre os fatos, Doug é apresentado a um programa de viagem no tempo que o leva atentar evitar que o pior aconteça.

Dedicado às vítimas do furacão Katrina, que atingiu Nova Orleans em 2006, o filme consegue cumprir o seu papel de entretenimento com uma boa dose de ficção científica baseada em boas doses de física quântica.

Para completar, infelizmente o final é prvisível. Assim, previsível no início, no meio ele te confunde e depois nos leva a um final feliz. Vale a pena. Nota 7.

PS.: E o Mengão não cansa de me dar alegrias. Rumo a final...

Quem eu encontrei n'A Cabana


Quando ainda estamos nos recuperando de alguns problemas sempre aparece alguém com um conselho ou uma ordem. Não faltam pessoas indicando livros, filmes, remédios e outras tantas coisas que poderiam nos ajudar a resolver os problemas. Procurei fugir disso nesse momento em que estou meio perdida procurando me encontrar novamente. Mas mesmo sem querer acabei pegando um livro pra ler que me parecia muito de auto-ajuda.

O livro A Cabana, de William P. Young, trata da história de um homem que após ter uma filha brutalmente assassinada consegue se reconciliar com Deus e entender as razões que fazem ele se meter ou não nas escolhas dos humanos. O encontro entre eles ocorre justamente na cabana em que a menina foi morta.

Um texto extremamente simples e com vários erros de português, que eu prefiro acreditar que são obra da tradução o livro traz boas histórias e boas reflexões, mas não é um achado. Mais um motivo pra não acreditar muito nas listas de best-sellers. Gostei especialmente de como Deus aparece para o homem e das dúvidas que habitam a cabeça desse pai em desespero. Outro ponto positivo é a forma agnóstica como ele trata do tema, sem levá-los a qualquer tipo de religião.

No momento em que eu me encontrava foi uma leitura interessante, que chegou a me levar às lágrimas algumas vezes, mas nada além disso.

Caso tenha algo mais interessante, leve este livro para o fim da sua lista, mas se tiver tempo, dê uma olhada. Vale a pena. Na cabana eu encontrei apenas uma históri interessante que poderia me prender mais a atenção caso trata-se do caso policial.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Belém do Pará


Passei a semana santa em Belém do Pará. Isso pra fugir dos problemas. É impossível. Deu pra perceber que os problemas seguem com a gente para onde formos. Mas as pessoas que lá me esperaram e me acolheram me fizeram voltar a dar valor a algo que eu havia esquecido: quem tem amigos tem tudo. A amizade é uma coisa que nunca podemos deixar de lado. E não importa se nos entregamos demais a amigos errados. Quem sai perdendo são sempre eles.

A cidade de Belém é bem legal. Possui bastante opções culturais e há lugares belíssimos como Icoaraci (principalmente no pôr do sol, hora em que eu visitei), o Mangal das Garças e a Estação das Docas. A diversidade de comidas é boa, mas algumas não me encheram os olhos, como a maniçoba e o tacacá. O arroz paraense feito pela tia Regina no primeiro dia em terras amazônicas, foi o melhor de tudo. E claro, o velho e bom já conhecido creme de cupuaçu, me encantou.

Apesar de todos os apelos pra que eu trocasse minha Natal querida por Belém, uma coisa me afasta demais dessa possibilidade. O trânsito belenense. É um caos. Bicicletas por todos os lados, pistas sem sinalização, carros furando o sinal vermelho, enfim. Pra mim, que já morro de medo de dirigir, lá seria impossível. Viva a possibilidade de voltar lá pra um novo passeio, mas sempre com alguém na direção pra mim.