quinta-feira, 19 de junho de 2008

Precisava desabafar

Quem leu o primeiro post sabe que esse aqui é sobre o livro Toquinho: 40 anos de música. Mas o que é importante colocar aqui é que na verdade esse livro foi o meu incentivo a criar o blog. Porque há livros que você lê e gosta e outros que não gosta. A maioria você guarda na estante ou devolve ao amigo que lhe emprestou. Mas há outros que precisam ser discutidos. É o caso deste.

Não. Não é um livro super rebuscado ou com conteúdo filosófico, mas algumas características têm que ser consideradas antes de sua leitura.

Ninguém pense que vai conhecer a vida de Toquinho lendo o livro, por dois motivos simples. O primeiro é que o livro é escrito pelo irmão do músico, João Carlos Pecci, que parece ter uma verdadeira adoração pelo irmão. O segundo é que a história é baseada nas histórias contadas pelo próprio Toquinho. Uma vez ouvi Ruy Castro (um dos maiores biógrafos da atualidade) dizer que biografia só presta se for não autorizada. E concordo com ele.

Ou seja, o livro mostra uma vida que parece ser um verdadeiro mar de rosas de um músico que se coloca desde a adolescência como genial e que “ajudou” músicos do calibre de Vinícius de Moraes e Chico Buarque. Pois bem, não sou fã ardorosa de nenhum deles, mas acredito que pelo pouco que eu conheço, eles não precisem de “mãozinha” de seu ninguém.

Entretanto consegui captar muita coisa legal do livro. Mais historicamente do que sobre música popular brasileira como era a minha intenção no início...

Só mais um probleminha: como o livro foi escrito pros 30 anos de carreira do cara e atualizado para os 40, os últimos seis capítulos são sacais. Exaltação da pessoa, do cara legal, do músico sem defeitos...

Enfim, só dá pra ler se estiver com o pé engessado e com a televisão quebrada (como era o meu caso). Tenho que procurar alguma coisa mais construtiva para seguir na minha pesquisa sobre a MPB.

Um comentário:

Sérgio Vilar disse...

Então leia o tal 1985, o ano que num sei o quê, que Rafa disse que tem por aí. Li e adorei. Linguagem bem estilo Bizz e muita coisa sobre música.

Mui bacana o post. Gostei mais do que o outro.